quarta-feira, 17 de outubro de 2018


Casa dos Contos e Escola de Minas 

da série Cartografia Afetiva de Ouro Preto
Òleo sobre tela
Autora: Annamélia

Anna Amélia na FAOP

.........Premiada em bienais e reconhecida pela presença no espaço da gravura, Anna Amélia já havia tirado imagens coloridas de cenas ouro-pretanas. Os efeitos, na pintura, ganham plasticidade e vibração, resultando em mais uma realização significativa da artista à qual também se deve, ao lado de Nello Nuno, a criação da escola de arte da FAOP, quando implantada por Murilo Rubião.
Ao marcar o retorno da galeria de arte ao casarão do Rosário, a exposição de Anna Amélia torna-se uma homenagem da Fundação à artista e mestra. Sempre captada pelos pintores, Ouro Preto encontra, nessa série, o caminho direto entre a sedução dos trajetos que oferece e a delicadeza de uma pintura feita de pura magia.
 
Angelo Oswaldo de Araújo Santos
Secretário de Estado de Cultura

terça-feira, 16 de outubro de 2018


 Março na Vila
Série Cartografia afetiva de Ouro Preto
Óleo sobre tela  70X50  / 2017
Autora: Annamélia

..........Na pintura, a fantasia é que dá o tom dessa figuração que quer dizer de um cenário percebido no plano da realidade, mas que insiste em ser mais além do que o olhar vê. Cores fortes que respondem a uma pulsação mais emocional contaminam as formas arquitetônicas, desfazem o rigor da técnica cartográfica, para nos brindar com uma outra paisagem impregnada de poesia.
Um “topos” em que natureza e construção se complementam com fantasia e afetividade.
Espaço simbólico a indicar a existência de uma cidade que será sempre o lugar bom para se viver e sonhar.....
Trecho do texto Márcio Sampaio: Anna Amélia - Uma nova Cartografia
                                                                                                                                                                                                                                            


Cartografia Rosa com Libélula
óleo sobre tela / 2016
Autor: Annamelia

...... Dá gosto ver como a grande gravadora domina a pintura, em clima festivo e exuberante, ao mapear ruas, ladeiras e morros de Ouro Preto como se ilustrasse lendas e contos da histórica cidade. Com uma graça ingênua e multicolorida, reverberando lembranças de Nello Nuno e sugestões de Alfredo Volpi, ambos mestres da cor, ela compõe itinerários de encantamento no sobe-e-desce das encostas desenhadas pelo casario que leva de uma igreja a outra.......

(trecho de texto Ângelo Oswaldo  de Araújo Santos)

sexta-feira, 12 de outubro de 2018





1ªExposição da Escolinha da Faop

A 1ª Exposição da Escolinha de arte da Faop apresenta os resultados de um ano de trabalho com crianças e jovens de Ouro Preto, sob a orientação da gravadora Annamélia. O objetivo é desenvolver a criatividade da população jovem para que, no mundo fantástico das cores e formas, cada qual tenha a oportunidade de implantar o seu reinado.
Esta Escola se incorpora ao vasto plano de realizações que a Fundação de Arte de Ouro Preto começa a pôr em prática, visando fazer da cidade um centro dinâmico de Cultura e Arte, para além da lição barroca que sua paisagem oferece.



Alessandra de Moura Rangel
Anna Maria Hamphire
Anelise Lapertosa
Ana Bel Tostes
Antônio Carlos Vieira
Antônio de Oliveira Costa
César de Oliveira Costa
Edson Soares de Souza
Fernando Antônio de Souza
Felipe Versiani Passos
Geraldo Magela Soares de Souza
Heloísa Helena de Henriques
Ivan Barroso
Ione Maria dos Santos
João Fortes Batista Drumond
Jorge Luiz dos Anjos
Júlia Amélia Mitraud Vieira
José da Consolação Gonçalves
José Claudio Alfenas Vieira
José Rodrigues dos Santos
Júlio César Barroso
Luciana Rodrigues dos Santos
Marília Alfenas de Oliveira
Mary Lúcia dos Santos
Maria Isabel Caldeira
Mary Lúcia dos Santos
Maria da Glória Rodrigues
Maria Ester Torres
Maria Isabel Caldeira
Maria Goretti de Souza
Maria Regina de Fátima Santos
Maria Tereza Tostes Caldeira
Marcelo Augusto Santos
Maria Regina de Souza
Maria José Vasconcelos Domeniq
Mário Augusto Cardoso
Nila Aparecida de Oliveira Costa
Nora de Castro Maia
Nello de Moura Rangel
Paulo Versiani
Patrícia Lapertosa
Pedro Luís Almeida da Costa
Patrícia Márcia Cóppoli
Ronald Péret Morais
Reginaldo Luiz dos Santos
Ricardo Lapertosa
Rogério Antônio Bretas
Shirley Maria Soares dos Santos

quinta-feira, 11 de outubro de 2018


World in fragments
Foto de Reginaldo Cardoso

Lembranças dos primeiros dias da
Escola de Arte da FAOP. ll

Tive a fortuna, um luxo só, de aos 7/8 anos de idade, começar a desconfiar que o mundo ia além da esquina. e isso se deveu, em grande parte, ao privilégio de conhecer Annamelia Lopes, feminista avant la lettre, artista plástica inigualável, e de uma coragem ímpar em que, às vésperas do AI-5, propôs e tocou uma escolinha de arte democrática em um Ouro Preto que - pasmem! - não havia escolas de arte. Sem a sua ação, sua iniciativa, com toda certeza, não existiria hoje a Escola de Arte da FAOP e tantos talentos não seriam revelados, como, por exemplo, dentre outros, um Jorge dos Anjos. a Annamelia Lopes, minha eterna gratidão!


Texto de Reginaldo Cardoso, um dos primeiros alunos da Escolinha de Arte, posteriormente assumida pela FAOP, recebendo o nome de Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade.

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Reginaldo é hoje fotografo reconhecido por suas Fotos / Arte.

Veja no Youtube:
 Fotografia sem mistérios -  Reginaldo Cardoso


São Francisco
da série: Cartografia Afetiva de Ouro Preto
Óleo sobre tela / 30X30    / 2010
Autora: Annamélia

ANNA AMÉLIA – UMA NOVA CARTOGRAFIA
Márcio Sampaio
Desenhista, pintora e gravadora, Anna Amélia Lopes desenvolve uma obra que se caracteriza por elevado nível técnico que lhe permite imprimir com grande vigor sua particular leitura do mundo.
Trabalhando com a xilogravura, vai tocar o reverso dessa paisagem, para desvelar o drama estabelecido pelos conflitos de luz e sombra, pela exposição de mundos opostos, pelo jogo dramático das contingências humanas. Gravando em tacos de piso de madeira, imprime os módulos com que vai montar estruturas geométricas.
Da longa convivência com Ouro Preto, cidade que escolheu para morar com o marido, Nello Nuno e os filhos, soube assimilar o pathos singular da expressão barroca, transportando-o para o espaço contemporâneo. Na gravura em metal e no desenho, vem realizando uma leitura da paisagem ouropretana, lírica, de saboroso detalhismo, com o qual potencializa um sentido de fantasia feliz.  Gravando em chapas de metal, extremamente sensíveis aos complexos processos técnicos que domina com maestria, a artista vem revelando aspectos da paisagem de Ouro Preto, sua topografia e suas construções, ruas, becos, praças, morros, vegetações – imprimindo a atmosfera peculiar dessa cidade emblemática, impregnada de silêncios e mistérios.
Da interpretação da paisagem em perspectiva renascentista, Anna Amélia mudou, recentemente, seu ponto de vista para a tomada aérea, planificando os panoramas, para construir uma nova cartografia, com riqueza de detalhes que podemos identificar, porém com a liberdade de às vezes trair a realidade ao adicionar elementos inexistentes.
Na pintura, a fantasia é que dá o tom dessa figuração que quer dizer de um cenário percebido no plano da realidade, mas que insiste em ser mais além do que o olhar vê. Cores fortes que respondem a uma pulsação mais emocional contaminam as formas arquitetônicas, desfazem o rigor da técnica cartográfica, para nos brindar com uma outra paisagem impregnada de poesia. Um “topos” em que natureza e construção se complementam com fantasia e afetividade. Espaço simbólico a indicar a existência de uma cidade que será sempre o lugar bom para se viver e sonhar.